Critérios ESG eliminam fornecedores na homologação
Eficiência energética, individualização de consumo, gestão de resíduos e governança documentada eram, há pouco tempo, diferenciais. Em condomínios de médio e alto padrão, passaram a ser pré-requisitos — e o fornecedor que opera sem essa leitura encontra-se em rondas de avaliação cujos critérios raramente são anunciados.
Existe uma transformação em curso no ecossistema condominial brasileiro que está mudando, de forma observável, a estrutura de demanda por serviços e a estrutura de homologação de fornecedores. Essa transformação é frequentemente descrita pela sigla ESG — Desempenho Ambiental, Social e de Governança. Em condomínios de médio e alto padrão, com administradoras estruturadas e Síndicos Profissionais com orientação patrimonial — Gestores de Ativos — o critério ESG deixou de ser diferencial competitivo entre fornecedores e passou a ser pré-requisito de entrada. A leitura desse fenômeno ainda está em processo de consolidação entre parcela significativa dos fornecedores do mercado.
O que mudou — e por que mudou rápido
Vários fatores aceleraram a incorporação de critérios ESG nas decisões de contratação no ecossistema condominial. O componente regulatório se intensificou: legislações estaduais e municipais sobre coleta seletiva, individualização de consumo de água, eficiência energética em edificações e tratamento de resíduos passaram a ser fiscalizadas com mais consistência. O síndico que não consegue demonstrar conformidade nesses temas assume risco jurídico pessoal.
O componente patrimonial também se consolidou: condomínios com agenda ESG documentada tendem a ter maior atratividade para compradores e locatários — e isso entrou no radar dos moradores como discussão de valor do ativo, não como pauta ambiental abstrata.
Há ainda o componente geracional, que opera de forma silenciosa: os moradores que hoje têm peso decisório em assembleias de condomínios são profissionais que, em seus próprios ambientes corporativos, já operam com critérios ESG como prática consolidada — e cobram coerência na gestão do próprio condomínio.
A consequência operacional dessa transição é específica. O fornecedor que opera segmentos diretamente associados à agenda ambiental — eficiência energética, gestão hídrica, tratamento de resíduos — é avaliado, hoje, com critérios eliminatórios que não existiam há poucos anos. E o fornecedor que opera segmentos correlatos — limpeza, manutenção predial, paisagismo, segurança — é avaliado quanto à coerência da sua operação com a agenda ambiental e de governança do condomínio cliente.
A filtragem silenciosa pela alfândega técnica
A homologação de fornecedores com critérios ESG raramente é anunciada como tal. O síndico ou a administradora não comunica ao fornecedor preterido: “você foi eliminado porque não atende aos critérios ESG da nossa carteira”. Comunica, quando comunica: “optamos por outra empresa nesta rodada”. A causa real da preterição fica invisível para o fornecedor que não conhece os critérios que estão sendo aplicados em segundo plano.
Como descrito no Artigo 6, a administradora opera com o que o curso “Aprenda a Multiplicar Vendas para Condomínios” chama de alfândega técnica — uma área de Compliance que filtra fornecedores por documentação, certificações e conformidade. Os critérios ESG passaram a integrar essa alfândega — e, na maioria dos casos, sem aviso público de que essa integração aconteceu. A filtragem ocorre, mas não é anunciada.
O que os 43 casos documentaram
A Metodologia Eleva documentou, em 43 casos reais, fornecedores que leram essa transição com antecedência e estruturaram a própria operação para atender aos critérios ESG do ecossistema condominial — em segmentos diretamente associados à agenda ambiental e em segmentos apenas tangencialmente associados a ela. O que cada caso revela sobre como traduzir essa leitura em decisões operacionais concretas — em documentação, em padrão de serviço, em comunicação ao síndico — é o conteúdo do curso.
ESG no condomínio deixou de ser tema de marketing. Virou critério de homologação — e integrou-se à alfândega técnica das administradoras estruturadas.
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E como isso se aplica à sua empresa? O artigo mostra a lógica; a Sessão Estratégica é onde ela é transposta para o seu segmento — um diagnóstico direto de como a sua operação vende para condomínios e o que destrava a construção de carteira.
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Independência editorial: este conteúdo não defende o interesse de nenhum grupo. É de autoria independente de Giuliano Spolavori, fundador da Eleva.
Giuliano Spolavori · Eleva — Expansão Estratégica Imobiliária
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Giuliano Spolavori
Com mais de três décadas de experiência, Giuliano se consolidou como um dos grandes especialistas do setor imobiliário no país. Foi sócio e vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Guarida, uma das maiores e mais respeitadas administradoras de imóveis e condomínios do Brasil, onde liderou transformações estratégicas que marcaram o mercado.
Hoje, à frente da Eleva, Giuliano aplica toda essa vivência prática e visão estratégica para orientar imobiliárias e administradoras de condomínios que buscam profissionalizar sua gestão, acelerar resultados e se preparar para o futuro.
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O que falam sobre Giuliano Spolavori

“Giuliano é um profissional experiente, movido por uma visão estratégica clara e uma dedicação incansável em alcançar os objetivos traçados. Seu espírito empreendedor e sua capacidade de planejar e adaptar fazem dele uma referência quando o assunto é transformar ideias em realidade.”

“Trabalhei com Giuliano por 36 anos, fomos sócios, motivo pelo qual o conheço bem e avalizo os serviços por ele oferecidos. Tem uma grande capacidade empreendedora e é um visionário, que contribuiu muito para o crescimento e desenvolvimento da nossa organização, além de uma vasta experiência como líder.”

“Giuliano é um consultor que não traz conselhos vagos: ele já colocou em prática tudo que traz e, dessa maneira, agrega muito para os seus consultados. Trabalhamos juntos de forma intensa e com muitos resultados. Sua visão e execução fazem as coisas acontecerem.”

“O Giuliano nos apoiou em um importante processo de reorganização da gestão, novas operações e oportunidades. Mais do que um consultor, envolveu-se com o nosso negócio como se fosse sócio, sempre preocupado, focado e comprometido com os resultados. Sua contribuição fez nossa gestão amadurecer muito e, além dos resultados, ficou uma grande amizade. Se você procura alguém que cuide do seu negócio como se fosse dele, o Giuliano é o cara.”

“Tive a oportunidade de trabalhar com o Giuliano por mais de 10 anos. Profissional com vasta experiência em administração de condomínios e imóveis. A sua alta capacidade de desenvolver projetos de expansão o tornou um dos grandes responsáveis pelo crescimento e consolidação de uma das maiores empresas imobiliárias do Brasil.”

“Giuliano foi meu diretor por 12 anos, onde aprendi muito com ele. Sempre admirei a sua visão sistêmica de toda a empresa e seus processos, além da busca constante por inovações. Entendo que a sua participação no grupo Guarida foi a grande mola propulsora do sucesso que a referida empresa conquistou. Hoje sou muito grato pelo aprendizado e experiência adquirida.”


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