SÉRIE DE ARTIGOS — DE SÍNDICO PROFISSIONAL A GESTOR DE ATIVO
O condomínio no conceito de ativo: o argumento que sustenta o honorário
Enquanto a discussão for o custo do síndico profissional comparado ao de um síndico morador, o profissional perde. A conversa muda quando o objeto deixa de ser o prédio e passa a ser o ativo — que, para a maioria das famílias do condomínio, é o maior que possuem.
O síndico que atua como Gestor de Ativos precisa de um argumento objetivo para demonstrar ao cliente o valor de uma gestão técnica. Esse argumento existe, é quantificável e tem nome: IGMI-R.
Um ativo que se valoriza acima da inflação
O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), calculado pela Fundação Getulio Vargas em parceria com a Abecip, registrou valorização de 18,6% nos doze meses encerrados no quarto trimestre de 2025 — frente a um IPCA de 4,26% no mesmo período. O patrimônio imobiliário residencial brasileiro se valorizou, em média, mais de quatro vezes acima da inflação geral. Para o morador, esse imóvel é, com frequência, o maior ativo patrimonial da família — e a qualidade da gestão do condomínio incide diretamente sobre o quanto desse potencial de valorização se realiza.
A matemática que desarma a objeção do honorário
A objeção “o síndico profissional é caro” desaparece quando o honorário é expresso como percentual do patrimônio sob gestão, não como linha de despesa isolada. A título ilustrativo: um condomínio de 60 unidades, cada uma avaliada em R$ 500 mil, concentra R$ 30 milhões em patrimônio. Um honorário de R$ 7.000 mensais — a referência do Secovi-SP para esse porte — representa R$ 84 mil ao ano, ou cerca de 0,28% do valor do ativo gerenciado. Diante de uma valorização média de 18,6% ao ano, o custo da gestão profissional é marginal — e a pergunta correta deixa de ser “quanto custa o síndico” e passa a ser “quanto custa uma gestão que deixa esse patrimônio se depreciar abaixo do potencial de mercado”.
Os mecanismos concretos pelos quais a gestão move o preço
Os caminhos pelos quais a gestão impacta o valor do ativo são verificáveis, não retóricos. O AVCB em dia é condição de financiamento bancário: condomínio com AVCB vencido tem unidades que as instituições recusam financiar, o que reduz a liquidez e pressiona o preço para baixo. A manutenção preventiva documentada preserva a vida útil dos sistemas e da fachada — e o laudo com histórico é o oposto do risco oculto que o comprador qualificado teme, porque substitui a desconfiança por evidência. A inadimplência controlada preserva a capacidade financeira: o condomínio com caixa saudável contrata com prazo e cotação adequados; o inadimplente paga o custo da urgência em cada contratação. E o histórico documentado — atas, contratos, laudos, indicadores — é o que o condômino usa para diferenciar o imóvel na venda, e o comprador reconhece essa organização no preço que aceita pagar.
O que o comprador qualificado verifica antes de fechar
O impacto da gestão sobre o preço se materializa em um momento específico: a diligência que antecede a compra. O comprador atento — ou o corretor que o assessora — verifica um conjunto previsível de itens antes de fechar: AVCB vigente, laudo de inspeção predial recente, histórico de manutenção dos sistemas críticos (elevadores, bombas, fachada), saúde do fundo de reserva e existência de ações judiciais relevantes contra o condomínio. Cada um desses itens é, na origem, um produto da gestão. O condomínio cujo síndico documentou tudo responde a essa diligência com uma pasta; o condomínio cujo síndico atuou de forma reativa responde com silêncio — e o silêncio, na negociação imobiliária, é descontado no preço. A documentação organizada não valoriza o imóvel por estética: valoriza porque converte a unidade de risco oculto em ativo verificável, e o ativo verificável é o que o comprador qualificado aceita pagar mais caro.
A estrutura de custo que sustenta o argumento em assembleia
Sustentar esse argumento exige dominar a estrutura de custo do condomínio. Folha de pagamento, encargos e benefícios representam de 50% a 70% das despesas ordinárias — o que torna a gestão de pessoal e de contratos de terceirização a principal alavanca disponível ao gestor. O síndico que domina essa estrutura sabe onde há espaço para otimização sem perda de qualidade, e apresenta esse raciocínio com dados, não com impressões. É a diferença entre administrar o prédio e preservar — em muitos casos, potencializar — o maior patrimônio das famílias que ali vivem. Quem enxerga o condomínio como conjunto de despesas a pagar gerencia custo; quem o enxerga como ativo a valorizar gerencia patrimônio — e essa segunda leitura é precificada de outra forma.
O síndico que vende gestão de patrimônio — não resolução de chamados — deixa de competir por preço e passa a competir por resultado. Quem atua como Gestor de Ativos não vende commodity: vende consultoria, dados e confiabilidade. É a diferença estrutural entre o síndico que precisa justificar seus honorários em assembleia e o que tem lista de espera.
O que os 41 casos documentaram
Os quarenta e um casos documentam profissionais que deslocaram a conversa do custo para o ativo — apresentando, em concorrência e em assembleia, a evolução do fundo de reserva, o histórico de manutenção digitalizado e o impacto da gestão sobre a liquidez e o valor de revenda das unidades. Cada um mostra como o argumento patrimonial, traduzido em dado verificável, sustentou honorário superior à média sem que o tamanho do condomínio fosse o fator decisivo. Em vários, o ponto de virada foi o mesmo: a primeira vez que o conselho entendeu o honorário como percentual do patrimônio, e não como despesa.
Quem administra um prédio é precificado pelo custo do tempo. Quem gere o maior patrimônio das famílias é precificado pelo valor que preserva — e esse valor, expresso em percentual do ativo, é sempre marginal.
41 casos reais documentados. Um método. Uma trajetória de Gestor de Ativos.
Acesse o curso “De Síndico Profissional a Gestor de Ativos” e entenda a lógica que separa quem cresce de quem fica para trás no mercado da sindicatura.
▸ Acesse agora a página completa do curso →
E no seu caso, por onde começar? O artigo mostra o padrão; a Sessão Estratégica é onde ele é aplicado à sua operação — um diagnóstico objetivo de onde está o gargalo e qual o próximo passo para transformar a carteira em ativo.
▸ Agende sua Sessão Estratégica →
Independência editorial: este conteúdo não defende o interesse de nenhum grupo. É de autoria independente de Giuliano Spolavori, fundador da Eleva.
Giuliano Spolavori · Eleva — Expansão Estratégica Imobiliária
elevags.com.br · eleva@elevags.com.br · (51) 99363-0953
© 2026 Eleva. Todos os direitos reservados.
Sua empresa nas mãos de quem entende do negócio


Giuliano Spolavori
Com mais de três décadas de experiência, Giuliano se consolidou como um dos grandes especialistas do setor imobiliário no país. Foi sócio e vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Guarida, uma das maiores e mais respeitadas administradoras de imóveis e condomínios do Brasil, onde liderou transformações estratégicas que marcaram o mercado.
Hoje, à frente da Eleva, Giuliano aplica toda essa vivência prática e visão estratégica para orientar imobiliárias e administradoras de condomínios que buscam profissionalizar sua gestão, acelerar resultados e se preparar para o futuro.
condomínios administrados
unidades administradas
imóveis adquiridos
aquisições de empresas e carteiras de clientes
O que falam sobre Giuliano Spolavori

“Giuliano é um profissional experiente, movido por uma visão estratégica clara e uma dedicação incansável em alcançar os objetivos traçados. Seu espírito empreendedor e sua capacidade de planejar e adaptar fazem dele uma referência quando o assunto é transformar ideias em realidade.”

“Trabalhei com Giuliano por 36 anos, fomos sócios, motivo pelo qual o conheço bem e avalizo os serviços por ele oferecidos. Tem uma grande capacidade empreendedora e é um visionário, que contribuiu muito para o crescimento e desenvolvimento da nossa organização, além de uma vasta experiência como líder.”

“Giuliano é um consultor que não traz conselhos vagos: ele já colocou em prática tudo que traz e, dessa maneira, agrega muito para os seus consultados. Trabalhamos juntos de forma intensa e com muitos resultados. Sua visão e execução fazem as coisas acontecerem.”

“O Giuliano nos apoiou em um importante processo de reorganização da gestão, novas operações e oportunidades. Mais do que um consultor, envolveu-se com o nosso negócio como se fosse sócio, sempre preocupado, focado e comprometido com os resultados. Sua contribuição fez nossa gestão amadurecer muito e, além dos resultados, ficou uma grande amizade. Se você procura alguém que cuide do seu negócio como se fosse dele, o Giuliano é o cara.”

“Tive a oportunidade de trabalhar com o Giuliano por mais de 10 anos. Profissional com vasta experiência em administração de condomínios e imóveis. A sua alta capacidade de desenvolver projetos de expansão o tornou um dos grandes responsáveis pelo crescimento e consolidação de uma das maiores empresas imobiliárias do Brasil.”

“Giuliano foi meu diretor por 12 anos, onde aprendi muito com ele. Sempre admirei a sua visão sistêmica de toda a empresa e seus processos, além da busca constante por inovações. Entendo que a sua participação no grupo Guarida foi a grande mola propulsora do sucesso que a referida empresa conquistou. Hoje sou muito grato pelo aprendizado e experiência adquirida.”


Vamos conversar?
Preencha o formulário ou me chame no WhatsApp para bater um papo sobre o futuro da sua imobiliária.



