Pela primeira vez, o aluguel entra na base de um imposto sobre consumo. Mas a maioria dos proprietários não será afetada — e saber exatamente quem é atingido, e como, é o que separa o pânico da estratégia.
Historicamente, o aluguel ficou de fora da tributação sobre consumo: o ISS não incidia sobre locação, e o proprietário pessoa física pagava apenas Imposto de Renda. A Lei Complementar 214/2025 muda isso ao incluir expressamente a locação, a cessão onerosa e o arrendamento de bens imóveis na base do IBS e da CBS. Para a administradora, isso significa uma onda de dúvidas vindas da carteira de locadores e de inquilinos — e a empresa que souber responder com precisão se posiciona como autoridade, enquanto as outras espalham insegurança. A boa notícia é que, para a maioria dos proprietários, o impacto é menor do que o pânico inicial sugere.
Quem realmente é atingido
A reforma criou critérios objetivos para definir quando a pessoa física vira contribuinte de IBS e CBS na locação: é preciso ter, cumulativamente, mais de três imóveis locados e receita anual de locação acima de R$ 240 mil (limite atualizado pelo IPCA). Quem não cruza os dois critérios ao mesmo tempo continua tributado apenas pelo Imposto de Renda, via carnê-leão — ou seja, a esmagadora maioria dos pequenos proprietários não é afetada. Já as pessoas jurídicas no regime regular são contribuintes naturais do novo imposto.
Como funciona para quem é contribuinte
- Redutor de 70%: a locação conta com redução de 70% na base de cálculo. Considerando a alíquota de referência estimada em torno de 28%, a alíquota efetiva sobre a receita de aluguel fica em aproximadamente 8,4%.
- Redutor social: nas locações residenciais, o contribuinte deduz R$ 600 por imóvel por mês da base de cálculo (valor atualizado pelo IPCA), o que zera ou reduz drasticamente o imposto nos aluguéis de menor valor.
- Crédito para o inquilino PJ: o inquilino pessoa jurídica no regime regular pode aproveitar o crédito do IBS e da CBS destacado — um fator competitivo real para quem aluga a empresas. O inquilino pessoa física não se credita; para ele, o imposto é custo embutido no aluguel.
- Curta temporada: a locação residencial por período inferior a 90 dias não segue a regra da locação, e sim a da hotelaria, com redução de 40% — distinção que importa para quem opera temporada.
A janela de planejamento que costuma passar batida
Há dois movimentos estratégicos que a administradora pode sinalizar à carteira. O primeiro é o regime opcional de transição: contratos firmados até a publicação da lei, disponibilizados ao fisco dentro do prazo, podem optar por recolher IBS e CBS a uma alíquota simplificada de 3,65% sobre a receita bruta, válida até o término do contrato ou até o fim do período de transição. O segundo é a estrutura via pessoa jurídica: para quem tem patrimônio relevante em locação, a holding no regime regular pode, a depender do caso, resultar em carga efetiva inferior à da pessoa física e ainda transferir crédito ao inquilino PJ. São decisões que exigem assessoria especializada — o conteúdo aqui é orientação estratégica, não aconselhamento fiscal individual —, mas a janela para organizá-las é agora, antes de a cobrança começar.
O proprietário chega à administradora com uma pergunta carregada de medo: a reforma vai acabar com a rentabilidade do meu aluguel? A administradora que responde com precisão — quem é atingido, qual o redutor, qual a opção de transição — converte medo em confiança. E confiança, na relação com o locador, é o que retém a carteira.
Conclusão
A entrada da locação na base do IBS e da CBS é uma mudança histórica, mas calibrada: a maioria dos pequenos proprietários permanece fora, e quem entra conta com redutor de 70%, redutor social e opções de transição. Para a administradora, o valor não está apenas em se adequar — está em ser a fonte que traduz a complexidade da reforma para locadores e inquilinos com precisão e calma. Num momento de insegurança generalizada, clareza é diferenciação.
Da análise à execução, dentro da sua administradora.
Traduzir a reforma da locação para a sua carteira de locadores e inquilinos é uma forma de transformar insegurança em retenção.
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Independência editorial: este conteúdo não defende o interesse de nenhum grupo. É de autoria independente de Giuliano Spolavori, fundador da Eleva.
Giuliano Spolavori · Eleva — Expansão Estratégica Imobiliária
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Giuliano Spolavori
Com mais de três décadas de experiência, Giuliano se consolidou como um dos grandes especialistas do setor imobiliário no país. Foi sócio e vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Guarida, uma das maiores e mais respeitadas administradoras de imóveis e condomínios do Brasil, onde liderou transformações estratégicas que marcaram o mercado.
Hoje, à frente da Eleva, Giuliano aplica toda essa vivência prática e visão estratégica para orientar imobiliárias e administradoras de condomínios que buscam profissionalizar sua gestão, acelerar resultados e se preparar para o futuro.
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O que falam sobre Giuliano Spolavori

“Giuliano é um profissional experiente, movido por uma visão estratégica clara e uma dedicação incansável em alcançar os objetivos traçados. Seu espírito empreendedor e sua capacidade de planejar e adaptar fazem dele uma referência quando o assunto é transformar ideias em realidade.”

“Trabalhei com Giuliano por 36 anos, fomos sócios, motivo pelo qual o conheço bem e avalizo os serviços por ele oferecidos. Tem uma grande capacidade empreendedora e é um visionário, que contribuiu muito para o crescimento e desenvolvimento da nossa organização, além de uma vasta experiência como líder.”

“Giuliano é um consultor que não traz conselhos vagos: ele já colocou em prática tudo que traz e, dessa maneira, agrega muito para os seus consultados. Trabalhamos juntos de forma intensa e com muitos resultados. Sua visão e execução fazem as coisas acontecerem.”

“O Giuliano nos apoiou em um importante processo de reorganização da gestão, novas operações e oportunidades. Mais do que um consultor, envolveu-se com o nosso negócio como se fosse sócio, sempre preocupado, focado e comprometido com os resultados. Sua contribuição fez nossa gestão amadurecer muito e, além dos resultados, ficou uma grande amizade. Se você procura alguém que cuide do seu negócio como se fosse dele, o Giuliano é o cara.”

“Tive a oportunidade de trabalhar com o Giuliano por mais de 10 anos. Profissional com vasta experiência em administração de condomínios e imóveis. A sua alta capacidade de desenvolver projetos de expansão o tornou um dos grandes responsáveis pelo crescimento e consolidação de uma das maiores empresas imobiliárias do Brasil.”

“Giuliano foi meu diretor por 12 anos, onde aprendi muito com ele. Sempre admirei a sua visão sistêmica de toda a empresa e seus processos, além da busca constante por inovações. Entendo que a sua participação no grupo Guarida foi a grande mola propulsora do sucesso que a referida empresa conquistou. Hoje sou muito grato pelo aprendizado e experiência adquirida.”


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